Após os servidores da Universidade Federal do Pará (UFPA) terem decido pela greve, hoje é a vez dos professores realizarem uma paralisação de suas atividades por 24h. O objetivo é pressionar o governo federal para iniciar as negociações para a reestruturação da carreira dos docentes das universidades federais.

O sindicato Nacional dos Docentes em Instituição de Ensino Superior (Andes-SN) realiza hoje uma reunião com o governo federal para tentar iniciar essa negociação. Na manhã de ontem, os servidores em greve ocuparam o hall do prédio da reitoria, impedindo que houvesse expediente. Raimundo Pinheiro, presidente do Sindicato dos Servidores da UFPA, informou que a ocupação do hall da reitoria é uma orientação para atos mais radicalizados por parte do comando da greve. A “vigília” de 24h, como foi denominada a ocupação do espaço, é uma dessas ações. Portas de acesso foram acorrentadas e cadeados utilizados para impedir outras pessoas de entrarem nas dependências do prédio.

Pinheiro diz que os pontos principais de reivindicação da categoria são dois: a não aprovação do projeto de lei 549, que prevê o congelamento dos salários dos servidores por um período de 10 anos; e do projeto 248, que prevê a avaliação de desempenho de servidores e demissão após cinco avaliações negativas.

Outro ponto da pauta de reivindicações é a votação do projeto de Lei 1.749 que autoriza o Poder Executivo a criar a empresa pública denominada Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares S.A. (EBSERH) para gerir hospitais universitários, tais como o Betina Ferro e o hospital Barros Barreto. “Essa empresa vai poder cobrar por atendimento e fazer convênios com planos de saúde, oferecendo serviços de um ente público para o privado. Isso prejudica ainda mais a população”, critica Pinheiro.

Foi feita a tentativa de ouvir a assessoria da UFPA para saber qual o posicionamento da reitoria sobre a ocupação e a paralisação, sem sucesso.  (Diário do Pará)